sexta-feira, 12 de novembro de 2010

e como é que a gente diz que ainda se importa?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

pra bem longe...

E chorou. Chorou muito, até que não houvessem mais lágrimas. Como se aquelas gotinhas salgadas fossem levar embora toda a dor que ela sentia.
Mas não levaram.
E logo após o acesso de choro, vieram a tona todos os medos, ansiedades e desejos que ela mesma não entendia.
Não entendia como as palavras que ela tanto desejara ouvir, agora doiam tanto ao serem escutadas. Talvez nem ela mesmo sabia dizer se algum dia desejou ouvir aquilo, ou se na ânsia de viver todas as belezas do mundo, ela acabara criando uma espécie de idealização do que sentia.
O que ela queria mesmo, era que ele não desistisse, que não esquece dela. Que a pegasse pela mão e a levasse para bem longe daqui.
Mas ela sabia que as lágrimas que hoje eram dela, um dia foram dele. E isso não era justo com nenhum dos dois. Era imperdoável! Letícia.