sexta-feira, 12 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
pra bem longe...
E chorou. Chorou muito, até que não houvessem mais lágrimas. Como se aquelas gotinhas salgadas fossem levar embora toda a dor que ela sentia.
Mas não levaram.
E logo após o acesso de choro, vieram a tona todos os medos, ansiedades e desejos que ela mesma não entendia.
Não entendia como as palavras que ela tanto desejara ouvir, agora doiam tanto ao serem escutadas. Talvez nem ela mesmo sabia dizer se algum dia desejou ouvir aquilo, ou se na ânsia de viver todas as belezas do mundo, ela acabara criando uma espécie de idealização do que sentia.
O que ela queria mesmo, era que ele não desistisse, que não esquece dela. Que a pegasse pela mão e a levasse para bem longe daqui.
Mas ela sabia que as lágrimas que hoje eram dela, um dia foram dele. E isso não era justo com nenhum dos dois. Era imperdoável! Letícia.
Mas não levaram.
E logo após o acesso de choro, vieram a tona todos os medos, ansiedades e desejos que ela mesma não entendia.
Não entendia como as palavras que ela tanto desejara ouvir, agora doiam tanto ao serem escutadas. Talvez nem ela mesmo sabia dizer se algum dia desejou ouvir aquilo, ou se na ânsia de viver todas as belezas do mundo, ela acabara criando uma espécie de idealização do que sentia.
O que ela queria mesmo, era que ele não desistisse, que não esquece dela. Que a pegasse pela mão e a levasse para bem longe daqui.
Mas ela sabia que as lágrimas que hoje eram dela, um dia foram dele. E isso não era justo com nenhum dos dois. Era imperdoável! Letícia.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
e agora?
Impotência.
Acho que é essa a sensação que o filme 'Tropa de Elite 2', causa nos espectadores.
A saída do cinema é muda, mas o pensamento é o mesmo: a solução dos inumeráveis problemas do Brasil é cada vez mais complexa e distante.
A corrupação da polícia diante do poder dos politicos deixa claro que mesmo minimamente, todo mundo é corruptível. Cada um se submente as mais variadas situações, de acordo com o que melhor lhe convier no momento.
Os políticos por sua vez, que seriam teoricamente as pessoas mais capacitadas e engajadas socialmente para solucionar, ou mesmo minimizar os problemas da população, utilizam-se dos poderes para corromper e afundar ainda mais a sociedade nessa podridão da disputa de interesses.
Torna-se um ciclo vicioso, do qual parece impossivel se devenciliar.
As atitudes heróicas de alguns, servem como soluções momentâneas, mas bastam meses, anos,para que o sistema se reorganize e surjam novas maneiras de governar ou de corromper.
Mesmo o extermínio do tráfico é retratado no filme como o início de um novo ciclo, capaz de gerar uma gama ainda maior de assassinatos, corrupções e frieza.
Mas se como está, não dá pra ficar... e se mudar também não resolve, resta a nós, reles mortais,a sensação de impotência diante de um sistema tão altamente evolúído.
Impotência essa, que remete um filme como esse, lançado em período eleitoral - com quase 6 milhões de espectadores e que traz a tona problemas dos quais boa parte do público desconhecia, e da onde certamente existem inúmeras ramificações - ser motivo de discussões apenas durante o caminho da saída da sala do cinema até o carro, ou quem sabe de uma rodada de cerveja no final de semana. Letícia.
Acho que é essa a sensação que o filme 'Tropa de Elite 2', causa nos espectadores.
A saída do cinema é muda, mas o pensamento é o mesmo: a solução dos inumeráveis problemas do Brasil é cada vez mais complexa e distante.
A corrupação da polícia diante do poder dos politicos deixa claro que mesmo minimamente, todo mundo é corruptível. Cada um se submente as mais variadas situações, de acordo com o que melhor lhe convier no momento.
Os políticos por sua vez, que seriam teoricamente as pessoas mais capacitadas e engajadas socialmente para solucionar, ou mesmo minimizar os problemas da população, utilizam-se dos poderes para corromper e afundar ainda mais a sociedade nessa podridão da disputa de interesses.
Torna-se um ciclo vicioso, do qual parece impossivel se devenciliar.
As atitudes heróicas de alguns, servem como soluções momentâneas, mas bastam meses, anos,para que o sistema se reorganize e surjam novas maneiras de governar ou de corromper.
Mesmo o extermínio do tráfico é retratado no filme como o início de um novo ciclo, capaz de gerar uma gama ainda maior de assassinatos, corrupções e frieza.
Mas se como está, não dá pra ficar... e se mudar também não resolve, resta a nós, reles mortais,a sensação de impotência diante de um sistema tão altamente evolúído.
Impotência essa, que remete um filme como esse, lançado em período eleitoral - com quase 6 milhões de espectadores e que traz a tona problemas dos quais boa parte do público desconhecia, e da onde certamente existem inúmeras ramificações - ser motivo de discussões apenas durante o caminho da saída da sala do cinema até o carro, ou quem sabe de uma rodada de cerveja no final de semana. Letícia.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
...
Porque hoje eu não suporto o seu sorriso, não suporto sua alegria, suas roupas e seu andar.
Porque hoje eu não suporto ouvir as mesmas músicas, andar pelos mesmos caminhos e passar dias e dias na mesma rotina estupidamente monótona.
Porque hoje eu já não sei mais quem eu sou. Não sei mais o que quero, e muito menos o que não quero.
Porque hoje eu não consigo amar, me entregar, me envolver.
Porque hoje eu quero tudo que eu não posso ter.
Porque hoje eu não suporto o calor, e reclamo se está frio. Não suporto a falta de tempo pra domir e a impossibilidade de algo que me faça sorrir.
Porque hoje eu não suporto as minhas escolhas, meus desejos e a ansiedade de esperar.
Porque hoje, nem eu mesma consigo me suportar! Letícia.
Porque hoje eu não suporto ouvir as mesmas músicas, andar pelos mesmos caminhos e passar dias e dias na mesma rotina estupidamente monótona.
Porque hoje eu já não sei mais quem eu sou. Não sei mais o que quero, e muito menos o que não quero.
Porque hoje eu não consigo amar, me entregar, me envolver.
Porque hoje eu quero tudo que eu não posso ter.
Porque hoje eu não suporto o calor, e reclamo se está frio. Não suporto a falta de tempo pra domir e a impossibilidade de algo que me faça sorrir.
Porque hoje eu não suporto as minhas escolhas, meus desejos e a ansiedade de esperar.
Porque hoje, nem eu mesma consigo me suportar! Letícia.
domingo, 24 de outubro de 2010
loucura!
E a loucura meus senhores, é devaneio, é liberdade e é douçura.
A loucura meus senhores, não avisa quando vem.
Instala o caos, a dúvida, a incompreensão.
Pra loucura meus senhores, não existe explicação.
E com a bagunça que ela trás,
cada um sabe o que faz...
pois a loucura que eu lhes digo,
com certeza anda comigo! Letícia.
A loucura meus senhores, não avisa quando vem.
Instala o caos, a dúvida, a incompreensão.
Pra loucura meus senhores, não existe explicação.
E com a bagunça que ela trás,
cada um sabe o que faz...
pois a loucura que eu lhes digo,
com certeza anda comigo! Letícia.
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